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terça-feira, 10 de julho de 2012

O primeiro sistema escravista da história


A escravidão na África seria tão Antiga quanto às registradas na Mesopotâmia, sendo inclusive, o próprio continente africano produtor de grande parte da mão de obra. A escravidão mudou de forma, alguns historiadores comentam que no início apenas as mulheres e as crianças era utilizadas como escravas. Após a guerra entre as tribos os homens eram mortos, suas esposas e filhos para não ficarem desamparados seguiam os vencedores, passando a trabalhar para eles, ganhando desta forma um local para ficar, ao passar dos séculos, as tribos foram percebendo que essa mão de obra, poderia em parte, servir para trabalhos diversos, compensando os trabalhadores que foram perdidos nas guerras.
O primeiro sistema escravista da história vai surgir no século VII, a partir da invasão islâmica em território africano. O escarvo negro já era utilizado há alguns séculos pelo velho mundo, nos próprios territórios árabes o escravo negro era chamado de ZANJ, que significa escravo negro da região da África oriental, mas que com o passar dos tempos generalizou para todo o escravo negro. Quanto os mulçumanos invadiram o Egito, eles procuravam apoderar-se desse comércio Transaariano, criando segundo o historiador Dr. Paulo de Moraes Faria, com a implantação do Camelo no século II pelos povos Berberes, foi possível manter uma relação entre os habitantes da África do norte e a África subsaariana, porém esse comércio não foi pautado apenas em produtos, mas em escravos, segundo Alberto da Costa e Silva, os grandes reinos africanos: Gana, Mali, Songai e outra forma formandos justamente para defender-se dos ataques dos berberes, que buscavam na região do Sael escravos para serem vendidos para outros povos.
No alcorão não existe nada que condene a escravidão, também não há nada que a justifique, sendo natural ao infiel a salvação pela escravidão, porém como muitos fatos sociais, a escravidão no mundo islâmico também foi sendo alterando naturalmente ao passar dos séculos, Muhammed (Maomé) dizia que o escravo deveria ser tratado com bondade, ser bem alimentado e vestido, caso seu proprietário não tivesse como mantê-lo deveria vendê-lo, a escravidão por divida ou por crime era vedada, pois todo homem tem direito a liberdade. Os escravos, ou melhor, as escravas, viam de vários lugares, China, Índia, Leste europeu e África, esses era tidos como infiéis, e precisavam ser salvos, a escravidão seria uma forma de salva-los, existiam alguns povos que não podiam ser escravizados eram os Dhima (cristão e judeu), pois segundo Muhammed, eles também acreditavam na existência de um único deus.
A escravidão do negro e justificado pelo mito de Cam, segundo o historiador queniano Bethwell A. Ogot foram os árabes que mudaram a lenda do mito de Cam, para que todo negro fosse considerado impuro e dessa forma pudesse ser escravizado. Betwel levanta a tese que a maldição lançada por Noé ao seu filho Cam, abrangeria somente a cidade de Canaã e não de Cuxe, de onde deriva os negros. 

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