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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

África e africanos na primeira guerra.


Na história tradicional, a primeira grande guerra, teria sido iniciada pelo assassinato do Arquiduque da Áustria, Francisco Ferdinand, que por sua vez, teria sua morte ocasionada pelas disputas econômicas-politicas envolvendo as principais nações desse período: Inglaterra, França, Alemanha, Rússia e Império Austro-Húngaro.
Apesar de a guerra ter iniciado em 1914, historiadores começam a analisar esse fato de outro viés histórico, por exemplo: A partilha da África, a partir de 1880, teria sido ocasionada por uma disputa de posições privilegiadas no comércio internacional, não bastava apenas garantir matéria prima, mas um mercado consumidor para desovar seus produtos.
Por conta dessa disputa, os primeiros passos para o que mais tarde, será a grande guerra, foram dados na África, muitas nações europeias, disputaram a bala, cada palmo do território africano, num primeiro momento, lutando contra as elites africanas locais, que achavam que conseguiriam conter a conquista do “homem branco”.
Apesar de o tema exigir estudos mais detalhados e profundas analises historiográficas, sabe-se que houve extensos combates entre tropas alemãs e inglesas na região da África, assim como conflitos entre outras nações europeias pelo domínio de regiões consideradas importantes, não pela riqueza cultural, mas por possuir grandes recursos naturais, que seriam fundamentais para a manutenção da crescente industrialização europeia.
O estudo do tema apontado poderia esclarecer a importância da África na primeira guerra mundial, deixando esse de ser um agente secundário, para tornar-se uma dos principais polos da guerra. Sabemos que foi retirado do solo africano um milhão de soldados. Foi mobilizado durante a guerra, a mão de obra, de milhares de africanos, sendo esses, utilizados, para transportar os mais variados utensílios pelo seu território.
Analisar a responsabilidade das elites africanas, na ocupação do continente, responderia a facilidade ao qual o território foi ocupado. Apesar dos livros de história apontarem para a catástrofe cultural ao qual o continente foi exposto durante a ocupação colonial, não se pode excluir determinadas circunstancias, entre elas, que os filhos da elite africana, já há algum tempo, estudavam em faculdades europeias, que estes, aprendiam os costumes e a forma de negociar do “homem branco” é que quando retornavam ao seu país, eram colocados como administradores ou negociantes do comércio entre os continentes.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O verdadeiro objetivo das rotas comerciais.


Durante muito tempo aprendemos que a expansão marítima portuguesa tinha como objetivo a descoberta de novas rotas comerciais, os produtos trazidos das Índias (China, Japão e Índia) tinham grande aceitação no mercado europeu, atingindo grandes preços. A obtenção de altos lucros fez com que Portugal empreendesse um grande investimento, descobrir uma nova rota, que levasse os navios lusitanos a esses portos lucrativos, era a meta do Rei e da nobreza portuguesa. Isso durante muito tempo foi ensinado nos livros de história.
      Hoje com as novas pesquisas promovidas por pesquisadores africanos, a versão tradicional das rotas marítimas começa a ser questionada. Na coleção História Geral da África promovida pela Unesco, no volume V capitulo: a luta pelo comércio internacional e suas implicações para a África, é possível verificar através de dados estatísticos como o comércio com o norte da África foi lucrativo para a coroa portuguesa.
Conforme o levantamento, no final do século XV Portugal tem grandes lucros com o comércio de Ouro e escravos dessa região, a Espanha, antes de empreender as viagens que cominaram na descoberta da América por Colombo, disputou o comércio e os lucros provenientes do Marrocos, o que fez Portugal declarar guerra aos espanhóis, vencendo seus principais rivais por duas vezes, uma em 1481 (Tratado de Alcaçovas) e outra em 1494 (Tratado de Tordesilhas) com estas derrotas os espanhóis foram obrigados a empreender uma nova viagem, que resultou na descoberta da América.
Fica a pergunta, se Portugal tinha o domínio desse comércio, por que ele continuou empreendendo novas viagens, descendo cada vez mais à costa? Estava procurando o caminho para as Índias?  Pesquisando a história, encontramos a seguinte situação, no inicio do século XVI, França, Inglaterra e Holanda começam a ter um desenvolvimento industrial, entre esses se destaca a Inglaterra. Portugal não comprava o ouro e o escravo dos marroquinos, o comércio era feito através de permuta, os lusitanos ofereciam produtos manufaturados é em troca recebiam o ouro e o escravo. Grande parte do ouro trocado com os africanos iam para os ingleses, na compra de produtos, com o tempo os Ingleses perceberam a potencialidade desse comercio e começaram a negociar direto com os povos africanos.
Com a perda desse comércio, altamente lucrativo, o rei de Portugal foi obrigado a aplicar recursos em sua frota marítima, descendo à costa e encontrando novos mercados. Sempre a procura de metais preciosos e de escravo, que começava a ganhar valor com a colonização do novo mundo. A história de Angola mistura-se com esse empreendimento português. Ao analisarmos esses fatos, questionamos sobre a real intenção da expansão marítima, logico, que objetivo era chegar as Índias e ter acesso às especiarias, isso não podemos questionar, mas com certeza, após a chegada à África os portugueses deixaram em segundo plano suas intenções de dominar o comércio de especiarias, talvez por isso, demoraram tanto para chegar, alias, os portugueses chegaram à Índia em 1498, tiveram altos lucros com as especiarias, porém a partir de 1530 os lucros diminuíram, é Portugal foi abandonando esse comércio. Passando a investir em sua colônia recém descoberta na América. 

terça-feira, 27 de março de 2012

A história da África em perspectiva.


Quando a mídia internacional mostra o continente africano, o foco sempre e a miséria, a fome e a corrupção de presidentes-ditadores que procuraram se beneficiar com a situação do país, porém o que muitas vezes essas mídias esquecem de mostrar e que grande parte da culpa dessa situação vivida em África está na colonização sofrida por esses mesmos países que hoje também ganham com essa miséria.
               
                Nos próximos trabalhos que irei postar em meu blog tentarei descrever com detalhes a história desse continente, mostrar que o Brasil foi formado por duas matrizes africanas, uma Ioruba outra banto, e que apenas uma prevalece, que o Brasil mesmo tentando criar leis que demostrem nosso vinculo social e cultural com a chamada mãe África esta preocupado apenas com o lado econômico dessa relação. Nossas multinacionais estão preocupadas apenas com a exploração do território africano, exemplo:  Oderbrechet, Camargo Correia, Petrobras entre tantas as outras, muitas delas estão envolvidas em esquemas de corrupção.

                Logo mais postarei um texto contando a história de Angola e suas perspectivas para o séculos XXI.